RESENHA |Veronika decide morrer, de Paulo Coelho

Livro:Veronika decide morrer – Paulo Coelho

Número de páginas: 208.

Ano de publicação:1998.

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Sinopse:
“Quando conseguiu quase tudo o que desejava na vida, chegou à conclusão de que a sua existência não tinha sentido, porque todos os dias eram iguais. E decidira morrer.”

Aos 24 anos, a eslovena Veronika parece ter tudo: juventude e beleza, pretendentes, uma família amorosa e um emprego gratificante. Mas num dia frio de novembro, ela toma um punhado de remédios para dormir com a intenção de nunca mais acordar.

Só que ela acorda – e no Sanatório de Villete, o lugar de onde ninguém jamais havia fugido. Logo fica sabendo que só teria alguns dias de vida, e isso lhe desperta emoções até então desconhecidas.

Inspirado em experiências próprias, Paulo Coelho escreveu Veronika decide morrer para questionar o significado da loucura e celebrar os indivíduos que não se encaixam nos padrões do que a sociedade considera “normal”.

Ousado e esclarecedor, este romance de redenção faz um retrato tocante daqueles que estão na fronteira entre vida e morte, sanidade e loucura, felicidade e desespero, transmitindo a mensagem poética de que cada dia é um verdadeiro milagre.

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(O livro não é recomendado para menores de 18 anos.)

Não é surpresa para ninguém que o autor Paulo Coelho gosta de instigar o leitorao autoquestionamento; com essa obra não é diferente. Embora seu livro mais famoso seja “O alquimista”, o meu preferido com certeza é “Veronika decide morrer”.

O livro relata a história de uma jovem de 24 anos, chamada Veronika (avá), que tinha aparentemente tudo para que fosse uma pessoa feliz e realizada, mas que acabou de se dar conta de que a vida não passa de uma verdadeira rotina e que, com o tempo, isso tendia a piorar. Por isso, ela decidiu que não queria mais fazer parte disso.

“Enfim, continuar vivendo não acrescentava em nada; ao contrário, as possibilidades de sofrimento aumentavam muito.”

A segunda razão era mais filosófica: Veronika lia jornais, assistia TV, e estava a par do que se passava no mundo.Tudo estava errado, e ela não tinha como consertar aquela situação – o que lhe dava uma sensação de inutilidade total.”

E a melhor “solução” que ela encontra, é tirar sua própria vida. A história começa realmente quando Veronika – após a tentativa fracassada de suicídio– vai parar no hospicio Villete. Com a notícia de que tem apenas sete dias de vida.Inicialmente a notícia não a abala, mas depois ela percebe que talvez a vida não seja tão monotona assim.

“–O seu coração foi irremediavelmente afetado. E vai deixar de bater em breve.”

Durante a leitura do livro, o autor, acaba narrando experiências que ele mesmo teve, como por exemplo, também já ter sido internado em um asilo – ou hospício, como era mais conhecido este tipo de hospital.

No lugar mais improvável, ela encontra pessoas que lhe dão uma outra visão da vida.

“- Você não sabe o que é um louco?”

“- Não sei o que é um louco – sussurrou Veronika. – Mas eu não sou. Sou uma suicida frustrada.”

“- Louco é quem vive em seu mundo. Como os esquizofrênicos, os psicopatas, os maníacos. Ou seja, pessoas que são diferentes das outras.”

 Quem somos nós para dizermos que os loucos são realmente loucos? Quando, na verdade, eles apenas enxergam a vida de forma diferente.

Veronika decide morrer acaba nos ensinando várias lições ao longo da narrativa; uma delas é que nem sempre a vida é culpada pelo que passamos. E o comodismo pode ser, talvez, a pior doença do ser humano.
Veronika se acomodou com a vida que levava e, por isso, nunca se esforçou para ser alguém melhor, ou para ter uma vida melhor/diferente.

É como um famoso mestre disse uma vez “se você só fizer aquilo que sabe, jamais será algo além do que já é” (Shifu, kung fu panda).

E quando ela percebe isso, uma luta começa: a luta pela vida!

Informações adicionais: o livro ganhou uma adaptação para o cinema no ano de 2009, embora não tenha feito tanto sucesso quanto o livro.

Sobre o autor: Paulo Coelho de Souza é um escritor, letrista e jornalista brasileiro. Sua obra O Alquimista é o livro brasileiro mais vendido de todos os tempos e é considerado um importante fenômeno literário do século XX (informação retirada da internet).

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