RESENHA | Revolução à la suicida, de Fellipe Barreto

Revolução à La suicída
Autor: Fellipe Barreto
Ano: 2017
Editora: Amazon
Sinopse:

Em meio ao caos, político e econômico, no qual o Brasil se encontra atualmente, para mim seria impossível não utilizar este tema num romance. Trata-se de algo que está diante de nós a todo momento, não passamos um dia se quer em que os telejornais nos imunde com notícias sobre essa trama da vida real.

Olá pessoas! Hoje venho falar de um livro que o tema central é nada mais nada menos que revolução. Em momentos em que crises sociais, culturais, política e econômica, como o que inclusive estamos vivendo, essa palavra começa a ser requisitada e muitas vezes até pedida, pelo simples fato que essa palavra significa uma mudança total e radical transformando a sociedade em todos os contextos.

E é esse cenário que o autor Fellipe Barreto trás em seu livro Revolução á la Suicida: um Brasil que conseguiu superar todas essas adversidades com um movimento que retirou todos os criminosos e corruptos do poder e desde então cresce em ritmos nunca antes vistos, com um presidente que pode ser o melhor já visto. E este presidente é um dos personagens principais da história, junto com uma prostituta e um general.

E em relação a esse grupo distinto de personagens, o autor já inicia com o prólogo falando sobre eles e como eles não serão perfeitos como geralmente esperamos, o que particularmente já me chamou atenção pois personagens reais em geral são mais cativantes para mim. E este fato também ajuda a compor o cenário de que nada é exatamente como parece.

Esse foi meu maior propósito, apesar do que os outros dizem sobre determinada pessoa, jamais saberemos o que ela realmente passa, o que pensa, o que sente seja um mendigo, ou o presidente da república.

Quando comecei o livro depois do prólogo, já fui surpreendida com o primeiro capítulo onde o presidente da república se mata, deixando uma carta para que seu advogado publique para toda a imprensa. Tal ato já aumentou minha curiosidade, pois Bernardo, era um presidente aparentemente muito amado por todos e principalmente pelo momento que o país vive, de estado de sítio remontando os acontecimentos de 1930.

Mas durante o livro o que eu percebi que como o autor já deixou claro nas primeiras páginas nada seria exatamente previsível, nenhum dos motivos que eu imaginei foi o que levou a essa atitude e tudo isso contribuiu para que a atmosfera de mistério do livro fosse muito bem trabalhada e cativante do inicio ao fim.

Dois guardas correram até o gabinete presidencial e o que viram era terrível e assustador: o presidente estava caído no chão, parte de seu crânio e cérebro escorria das paredes, seu sangue ainda saía pulsante e espalhava-se pelo chão. Enquanto o pânico atingia os guardas, as paredes simplesmente encaravam caladas o corpo imóvel de Bernardo.

 

O livro vai construindo os personagens aos poucos e de modo cativante, sem deixar de lado o quão humanos eles são. Bernardo, mesmo sendo o presidente da república e adorado por todos, possui uma história difícil, que o prende e atrela seu destino a um dos personagens que se tornou de todos os meus livros uns dos personagens mais odiados, o general Deodoro.

General Deodoro, que carrega o mesmo nome do militar que proclamou a república e foi o nosso primeiro presidente e tem como herói e meta ditadores como Stalin, com toda certeza foi um personagem muito bem construído e também não podemos deixar de lado, que passou por muitas perdas que ajudaram a tornar o cara que ele é hoje. O general tem um papel importante na história e é protagonista da maioria das reviravoltas, contudo até em sua loucura o autor consegue colocar uma pitada de humor em toda sua insanidade.

“Essa criatura conseguiu amolecer meu coração de pedra. Ela morreu e com ela se vai meus últimos sentimentos bondosos pela humanidade”.

                                                                                                          -Stalin

 Mas de todos os personagens, talvez aquela que tinha tudo para ser a mais secundária, foi a que fez a maior diferença para a história e para o país. Bruna, a prostituta que não teve um começo nem um fim feliz e que para mim provou que não precisa de ser uma pessoa completamente boa para ser uma grande heroína, você pode ser uma pessoa real e ainda assim fazer a diferença.

Revolução á la suicida foi sem dúvida um livro surpreendente, uma leitura fácil e cativante com reviravoltas que remontam grandes acontecimentos da nossa história com muita originalidade e deixa como ensinamentos que apesar de tudo de presidente a república a mendigos, somos todos pessoas reais com problemas, defeitos e qualidades. O livro de Fellipe Barreto é uma boa pedida para quem está interessado em um romance com aventura e surpreendentemente real.

Boa leitura!


Revolução à La suicida está disponível na Amazon, confira um pouco abaixo:

 

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