RESENHA + SORTEIO | Proletário

Proletário
Autor: Leanderson Silva
Ano: 2017
Editora: sem editora, livro independente

sinopse:

O dia 28 de novembro de 2010 entrou para a história como o dia em que as principais autoridades do Rio de Janeiro retomaram das mãos do poder paralelo o controle do Complexo do Alemão e da Penha. Na Guerra do Rio de Janeiro, como ficou conhecida, cidadãos comuns tornaram-se vítimas do fogo cruzado entre facções e policiais, muitos vindo a óbito.

Chegar vivo em casa é questão de sobrevivência, estar vivo na favela é uma grande vitória, proteger sua família é a missão diária do Proletário, quem nos conta essa história.

“Cada vida uma vida, cada história uma história.
Cada vida sua própria história, e essa é a minha…”

Proletário – Baseado em fatos reais, livro do escritor Leanderson Silva foi um livro sem dúvida completamente surpreendente do início ao fim, autor nacional, com a história se passando em uma cidade como o Rio de Janeiro e com críticas sociais bem fundadas, confesso que o livro conquistou meu coração por sua escrita de fácil compreensão e enredo bem desenvolvido e surpreendente.

O livro se passa no Complexo da Penha em uma operação policial para a retomada do controle das favelas pelo poder público e conta a história de Proletário e ao contrário do que era esperado, o autor não expõe os fatos de como a retomada aconteceu de forma impessoal, como já acompanhamos pela TV, ele conta a história do personagem que se contextualiza no meio de revezamentos de chefes do tráfico que tomam conta do lugar onde ele mora.

“Cada vida uma vida, cada história uma história. Cada vida sua própria história, e essa é a minha… Muito prazer, pode me chamar de Proletário.”

Nas 114 páginas do livro a história do Proletário é trabalhada desde sua infância com seus pais e uma criação para que não seguisse pelo caminho do crime (detalhe bastante importante para o desenvolvimento) até sua vida adulta, contando como é viver cercado por regras de certa forma diferentes das que são colocadas em prática do lado de fora do complexo e é impossível não se colocar no lugar dele e se sentir tocado pela história.

A narrativa é feita por proletário que em alguns momentos reveza a narrativa com outros personagens que torna a história ainda mais intensa, o alguém próximo de si se tornar chefe do tráfico e vê uma guerra se trabalhar aos poucos dentro do complexo. Situação que me lembrou bastante um trecho de uma música da Marisa Montes, Volte para o seu lar.

E quando a polícia, a doença, à distância, ou alguma discussão

Nos separam de um irmão

Sentimos que nunca acaba

De caber mais dor no coração

Volte para seu lar – Marisa Montes

Ademais a favela passa por um processo em que é completamente tomada por traficantes que se revezam no comando e nesse entra e sai diferentes épocas se passam fase ruins onde o medo de certa forma reina e uma fase boa onde um novo comandante toma conta da favela e as coisas começam a melhorar. E é aí que entra uma das críticas sociais mais bem fundadas na história e que nos faz compreender o porquê de em muitas comunidades a população não entregar os comandantes do tráfico, porque eles fazem o que o governo não chega a fazer para aquelas pessoas. Foi um dos pontos principais da história para mim e que mais me fez compreender e entrar ainda mais na história. As pessoas ali em sua maioria não tem escolha.

O personagem que representa tem que lidar ao longo da narrativa com mortes, uma vigilância constante e um clima de insegurança que torna a história intensa e muito rápida de ser lida, com uma progressão de tirar o fôlego.

E ao mesmo tempo a narrativa é quase que dolorosamente real por ser algo que todos nós acompanhamos superficialmente e o próprio autor de dentro da comunidade, dando um tom bem pessoal à obra.

A história possui um desenvolvimento tão bom que enquanto você devora as páginas você imerge nos sentimentos de todos ali, recurso que contribui muito para o final da história que sem dúvida é um ápice completamente inesperado (confesso que sofri horrores).

“Já passamos por tantas coisas aqui dentro… Se olharmos para trás, veremos que somos verdadeiros sobreviventes.”

Para terminar acho importante dizer que Proletário foi um livro de reflexões e surpresas, sem dúvida não esperava que a história fosse me prender tanto ou que ia tocar em pontos que eu nunca havia pensado. A história é daquele tipo direto, em que cada detalhe vai formando uma rede que te deixa sem fôlego e sofrendo com um impacto. Sem dúvidas um livro com uma escrita bem elaborada e perfeita para quem assim como eu, ama uma leitura nacional ambientada no nosso próprio país.

Surpreendente e bem escrito, Proletário é uma boa pedida.


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