POEMA | Barulhento

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Barulhento
Já são duas da manhã
E nada do sono chegar
Sinto vocês aqui comigo
Mesmo sem um corpo para me acompanhar
Me levanto para encarar o dia em poucas horas
E não dormir não é exatamente o problema
Esse dueto de vozes aqui dentro
Que ferra com o esquema
Uma delas me implora para que eu desista
Que eu não me mova
Que, ainda que fingindo, eu morra…
A outra grita porquê
Sabe que desse jeito nada vai acontecer
E enquanto ela fala, eu não me permito viver
É uma gangorra equilibrada no medo
Na incerteza No meu desespero
Eu tento ouvir outras vozes
Mas essas duas são simplesmente as mais barulhentas
Que tipo de monstro eu sou?
Será que sou? Como a tempestade que Devasta, leva é joga fora?? Tempestade de raios, fogo… Raios que explodem que se perdem… Fogo que corrói que se faz vivo…
Que tipo de monstro eu sou?
Será que sou? Como a tempestade que Devasta, leva é joga fora?? Tempestade de raios, fogo… Raios que explodem que se perdem… Fogo que corrói que se faz vivo…
Barulhentas!
A depressão me impede de ser de fazer
A ansiedade me tortura por ceder por saber
Me sinto uma mera bola, mercê dessas raquetes
Até que com um pouco de sorte,
Um desvio da trajetória
Eu me liberte
-Mark
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