ENTREVISTA|Autor Rodrigo Picon

Olá, pessoal! O Clube de Livros trouxe mais uma deliciosa entrevista para vocês. Desta vez, vamos conhecer o autor Rodrigo Picon, um inegável prodígio precoce do mundo literário.

Rodrigo Cesar Picon de Carvalho é advogado, escritor e poeta. Nascido em São João del Rei, escreve desde muito cedo. Aos 20 anos, lançou seu primeiro livro, “O Massacre no Colégio Itahtari”, ao mesmo tempo em que também se dedicava a escrever contos de terror, possuindo hoje mais de trinta publicados na internet e compilados no livro “666 & Outros Contos de Terror”, disponível na plataforma Wattpad. Após, lançou o livro “Um Olhar entre Dois Poetas”, junto de sua namorada, a poetisa Carla Discila Detomi. Formou-se em Direito no ano de 2014, quando passou a exercer a profissão, publicando em 2016 os livros “Direitos Difusos e Coletivos Comentado” e “Código de Defesa do Consumidor Comentado”, além de artigos acadêmicos lançados em revistas jurídicas. Atualmente, seu sexto livro está em fase de lançamento, “Segredos”, o primeiro livro da trilogia de fantasia “O Mundo dos Fragmentos Fractais”.

Clube de Livros: Com quantos anos começou a escrever? E qual foi a sua primeira história?
Rodrigo Picon: Desde que me entendo por gente, eu sempre criei histórias. A primeira história que bolei tinha por volta de 5 a 6 anos e era sobre um coelho super-herói (risos), desenhei e fiz a história em quadrinhos
C.L: Uau, desde pequeno já muito criativo!! E desenha também?! (Palmas)
R.P: Não. Desenho muito mal (risos).
C.L: Existe algum autor que influencia seu estilo de escrita?
R.P: Edgar Allan Poe é o autor que mais me influencia na criação de contos de terror, mas Lovecraft e Stephen King também me influenciam bastante

C.L: Qual o seu livro preferido? Por quê?
R.P: Não tenho um livro preferido, aquele que sempre releio quando possível e o coração fala mais alto. Mas gosto dos livros com contos do Poe e, atualmente, estou gostando bastante da série “A Guerra dos Fae”, que falta ler o último livro.

C.L: Se pudesse mudar um livro de sua autoria, qual deles seria? E por quê?
R.P: Enviaria “Segredos”, o primeiro livro da série “O Mundo dos Fragmentos Fractais”, pois é um livro que gosto muito, é encantador, leve, que diverte e porque será lançado em breve.

C.L: E como se dá o processo de escrita dos seus livros?
R.P: Assim que eu crio uma ideia nova para conto ou livro, eu escrevo em um caderno que sempre carrego comigo. Quando percebo que terei um tempo considerável que sei que dará para eu escrever e vendo se dará para lançar em breve, eu escolho previamente o conto ou livro que escreverei e concluo a história no caderno. Depois, eu sento e escrevo o livro ou conto.

C.L: A sua obra “Um Olhar entre Dois Poetas” foi escrito em parceria, essa foi a sua primeira obra em parceria com alguém? Como foi dividir a escrita? O que foi mais diferente para você?
R.P: Sim, foi a minha primeira — e única, por enquanto — obra que fiz em parceria. No caso, eu fiz com minha namorada, a poetisa Carla Discila Detomi, o que facilitou bastante, pois já temos uma sincronia natural do relacionamento e é algo que os dois gostam bastante, que é poesia. No caso, por ser poesia, há uma liberdade de criação própria que facilita na hora da parceria, pois cada um pode simplesmente fazer sua poesia em separado, do tema que melhor lhe aprouver e depois juntar no produto final, mas essa questão de duas pessoas realmente foi o mais diferente, pois você tem prazo para cumprir com essa segunda pessoa, prazo para cobrar dessa segunda pessoa, satisfação para dar e para receber, essa pessoa vai corrigir a sua parte e dar sua crítica e você tem que ouvir e aceitar, já que o livro não é seu. Essas coisas realmente foram bastante diferentes, mas não é nada de extraordinário que tenha desanimado.

C.L: Se pudesse escolher um outro autor para escrever um novo livro em parceria, quem seria e que tipo de livro vocês iriam escrever?
R.P: Você fala um autor que eu conheço ou um autor conhecido pela população?

C.L: Os dois. Desconhecido ou não.
R.P: Ah beleza. Eu escolheria Stephen King, e escreveria um livro de terror, já que ele é o mestre no assunto.

C.L: Um livro que você gostaria de ter escrito e porquê?
R.P: O conto Call of Cthulhu, pela força no universo do terror que o mesmo trouxe.

C.L: Como você vê a produção nacional de literatura?
R.P: Infelizmente, a produção nacional ainda é baixa em relação à internacional, porque além de ser mais caro para produzir um livro nacional, ainda é bem menos contado pela população, que ainda compra bem menos.

Rodrigo, agradecemos pela conversa e esperamos te ver por aqui mais vezes.

Texto produzido por: Tati Oliveira.

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